sábado, 30 de junho de 2012

Não vire Chefe


Hoje no mundo corporativo todos estão em busca de uma liderança uma supervisão. Nesse caminho nos deparamos com vários obstáculos, barreiras e situações que nos modificam, nos deixam calejados , esses obstáculos servem para agregar conhecimentos e experiências .Com experiência aparecem armadilhas que acabam modificando o profissional e quando chega a hora de assumir um cargo diferenciado , nos deparamos com um modo que os colaboradores nos enxergam como chefe, ai é que mora o perigo.Hoje os grandes chefes  viraram lideres ou já estão no processo de extinção.O chefe tem o “respeito” através do comportamento rígido , duro e ameaçador,o líder pode ser rígido mas alem disso necessita ter uma qualidade que eu considero a principal, a de SERVIR.O líder tem a obrigação de ser um facilitador.Você líder ou chefe, olhando para sua equipe ,faça essa pergunta:”Minha equipe me respeita pelo meu trabalho em conjunto, facilitando meus colaboradores a atingir as NOSSAS metas e objetivos ou a minha equipe me respeita pelo modo rígido que eu imponho dentro da empresa?”Reveja seus conceitos de chefia e liderança, sempre é tempo de mudar.

      













Daniel Miranda




terça-feira, 5 de junho de 2012

O que todo profissional de vendas deve saber

Donos de empresas pequenas acabam atuando como vendedores em algum momento. Confira dez dicas para aperfeiçoar esse trabalho.



A maioria dos vendedores cai na área comercial de pára-quedas. Quando somos crianças e nos perguntam “o que você quer ser quando crescer?”, nenhum de nós responde vendedor. Muitos profissionais, quando não têm uma formação específica, acabam entrando na área comercial.

Ao efetivarem as primeiras vendas, após persuadirem o comprador e empurrarem os seus produtos e serviços, os olhos brilham, a comissão entra e eles se sentem onipotentes, acham que sabem tudo sobre venda.

Logicamente não existe vendedor nato, existem aqueles que já possuem habilidades, porém todos precisam ser treinados e capacitados. O vendedor tem que aprender a ser menos vendedor e mais consultor. O vendedor que somente tira pedido está fadado ao fracasso.

Como qualquer outra área, a comercial também precisa capacitar e treinar seus profissionais. A capacitação é primordial para o desenvolvimento. Os vendedores que se destacam e conseguem manter regularmente o sucesso de suas vendas são aqueles que mais estudam, leem, procuram ouvir e aprender. Isso não é coincidência.

Abaixo, resumo rapidamente as dez necessidades básicas para a formação e o sucesso de um bom profissional de vendas:

1 – Goste do que faz: não esteja na profissão por falta de opção ou porque é o que te dá dinheiro

2 – Saiba ouvir: trata-se do melhor caminho para descobrir as necessidades do potencial cliente. Em vez de dar as sugestões, pergunte mais

3 – Seja objetivo: não tente enrolar o cliente; vá direto ao ponto que interessa

4 – Seja ético: não minta ou engane para efetivar uma venda; a credibilidade vale mais do qualquer contrato fechado

5 – Seja ambicioso e positivo: pense grande e sempre acredite no sucesso das suas vendas. Não venda o preço, venda a solução

6 – Seja humilde: nunca ache que possui todo o conhecimento sobre a sua área; sempre é preciso aprender

7 – Seja ousado: tenha a audácia para inovar e empreender dentro da sua empresa; muitas vezes será preciso improvisar

8 – Busque a empatia: seja sempre educado e agradável com o potencial cliente; a gentileza abre portas

9 – Busque o conhecimento: a constante capacitação pessoal e profissional leva à diferenciação

10 – Planeje-se: defina onde quer chegar e como atingirá sua meta; organização, comprometimento e persistência ajudam a obter o sucesso

Surama Ozório é Gerente Nacional de Vendas

sábado, 12 de maio de 2012

Meritocracia



A Importância da Meritocracia

Em uma reunião, ouvi de um gerente, líder nato, que na empresa ele buscava colocar a MERITOCRACIA uma das prioridades. Fiquei pensando, isso é aplicado constantemente no nosso dia a dia, não obrigatoriamente em todas as empresas. A aplicação dessa ideologia na família, pode ser exemplificada pelo relacionamento entre pai e filho, colocamos metas (notas), objetivos (obediência, respeito) e assim que essas tarefas são feitas damos bonificações como brinquedos, guloseimas ou passeios. Com nossos parceiros amorosos, funciona na mesma linha, daremos carinho ou dedicação se a outra pessoa estiver com mérito para receber.No ambiente corporativo o funcionário busca o reconhecimento moral e salarial.Como gestor é preciso observar comportamento,comprometimento e eficiência.Nada mais desmotivador que tratar os diferentes com igualdade.Com a desmotivação de um funcionário ou colaborador, a empresa esta propensa a perde-lo para concorrência, com uma saída, alem de custos, perde-se tempo em qualificação de uma nova pessoa , processos se perdem  e o tempo é perdido, por não se aplicar essa ideologia. Essa ideologia é a forma mais justa de separar o trigo do joio em um ambiente corporativo.
 Meritocracia (do latim meritu, mérito e cracia, poder) é um sistema de governo ou outra organização que considera o mérito (aptidão) a razão para se atingir determinada posição.

Daniel Miranda

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Entenda como calcular sua margem de lucro

Somente com a tabela de custos pronta e ciente das contas que consomem mais e menos recursos em seu processo produtivo, comercial ou de prestação do serviço, o empresário consegue, de forma consciente, definir a margem de lucro que deseja – o quanto vai acrescentar sobre o custo – determinando o preço final. É a partir desse controle que o empreendedor terá condições de saber o percentual do preço que irá cobrir os gastos, o quanto irá sobrar e qual será o seu lucro.
No entanto, ao determinar sua meta de lucro, surge outra variável importante a ser considerada: o volume de vendas. O empresário precisa estar atento a qual deve ser o total comercializado, àquele preço, para que seja atingido o lucro esperado.  “É fundamental não dar um passo maior que a perna, pois tudo está relacionado. Se você espera um lucro muito alto, terá de vender mais para atingi-lo. Você terá essa capacidade de produção, de compra, no caso do comércio ou de prestar esse número de horas do serviço?”, questiona o consultor de finanças do Sebrae Luis Lobrigatti.
Rentabilidade x lucratividade
Ele destaca a diferença entre lucratividade e rentabilidade. A primeira corresponde à relação entre quanto a empresa lucra para cada R$ 1 vendido ou faturado. Determinado o custo de um produto, por exemplo, R$ 20, a lucratividade ou lucro líquido é o valor acrescido aos gastos para composição do preço, expresso em porcentagem. Se essa mercadoria for vendida a R$ 22, com lucro igual a R$ 2, a lucratividade equivale a 10%.
Já a rentabilidade é definida pela relação entre o lucro, anual, sobre o capital investido no negócio. Vamos supor que um empreendedor tenha investido R$ 30 mil para abrir as portas. Ao longo de um ano, ele faturou R$ 34,5 mil em vendas, com um lucro de 30%, ou R$ 10.350,00. A rentabilidade de sua empresa é quanto esse lucro representa, em termos percentuais, em relação ao investimento, ou 34,5%. “Não existem fórmulas para se estabelecer a lucratividade e a rentabilidade. Em linhas gerais, observa-se que, nas empresas de pequeno porte, a primeira varia entre 5 a 10%. Já a segunda, gira entre 20 e 25%”, afirma o consultor.

Izabela Ferreira Alves

sexta-feira, 27 de abril de 2012

A empresa familiar


Não vamos imaginar que todas as implicações que envolvem a administração de uma empresa familiar possam ser tratadas em um artigo. O tema é complexo e varia de situação para situação, mas algumas particularidades podem ser tratadas de forma genérica, e é disso que pretende esse artigo.

Comecemos pensando nas emoções, em que empresa familiar os assuntos do dia a dia são tratados sem o ingrediente; “emoção”? Podemos responder sem medo de errar, que se em alguma empresa familiar esse ingrediente foi eliminado, tal fato ocorreu depois da iniciativa dos envolvidos em se policiar e tratar as questões de frente e com comprometimento, com vistas a melhorar o desempenho da empresa, mesmo assim, é difícil imaginar que nunca a emoção poderá influenciar alguma decisão.
Pois bem, o primeiro fato que avaliaram, provavelmente, deve ter relação com os efeitos dos ingredientes decorrentes da mistura de um ambiente profissional e familiar na empresa. Fora a mencionada emoção (ou guerra de competências) nas tomadas de decisões e defesa de pontos de vista, outros ingredientes seriam: tratamento informal (ou não profissional), falta de controle ou monitoramento (pois afinal confiamos uns nos outros), descontentamentos relevados ao invés de discutidos (colocados na hora errada) e finalmente, como decorrência de todos os ingredientes “o prato principal”: O BOICOTE.

Os efeitos da tomada de decisão baseada nas emoções são um tanto quanto evidentes, mas principalmente contribuem para potencializar a variável da tentativa e erro. O “jogo” empresarial convive com essa variável, mas esse é um aspecto do jogo que deve ser minimizado com qualidade de informação sobre o mercado e sobre a empresa e com decisão baseada nessas informações, e não na experiência pessoal ou nas emoções. Experiência aliás, tem valor relativo no jogo, pois é relacionada ao passado, a forma como acontecia, que pode ter mudado, e que freqüentemente muda. Não quero dizer que a experiência não tem seu valor, pois ela colabora para desenvolver habilidades e nos dá pistas dos melhores caminhos, mas não pode servir como único parâmetro para tomada de decisões.

Quanto ao tratamento informal, os efeitos são difíceis de observar, pois ocorrem gradativamente. Não é pôr pertencemos a mesma família, que devemos no ambiente da empresa, tratar nossos familiares diferente da forma que tratamos qualquer outro. Não estamos falando de um tratamento estritamente formal, como aliás não precisa ser o tratamento dispensado a ninguém na empresa. Mas nem todas as liberdades que tomamos no ambiente familiar podem existir no trabalho, idéias diferentes podem fazer a empresa crescer pois aprendemos com quem é diferente da gente, mas só se dispensarmos um tratamento e um relacionamento profissional com quem quer que seja.

A falta de controle acaba tendo efeito sobre as tomadas de decisão, pois hoje, se observa essa questão para a obtenção de informações e não apenas para evitar desvios, podemos substituir a palavra controle por monitoramento, para que tenhamos isso bem claro.

Quanto a relevar descontentamentos, essa é uma prática comum no ambiente familiar, que é extremamente nociva no empresarial, pois leva a discussão em momentos errados, quando os outros podem estar ocupados com algo importante, seguindo o caminho que consideram ideal já que outras opiniões e caminhos estão guardados a sete chaves pelos outros, que relevam, relevam e relevam, até explodir, novamente emocionados, e às vezes até “feridos”.

Em decorrência dessas variáveis, temos o boicote, que é a tomada de decisão baseada em impressões pessoais e sem a análise de todos, aonde algumas ações decorrentes dessa decisão surpreendem, boicotando outras ações, que podem ou não ter sido tomadas individualmente, o que pôr sua vez, constitui um boicote paralelo também. Em outras palavras, cada um puxa a empresa para um sentido diferente, como em um cabo de guerra.

Você pode dizer que tudo isso é muito fácil de observar e me perguntar: como resolver? Sinto, não existe uma receita de como fazer, que possa ser aplicada em todos os casos, mas o que deve ser feito a gente pode tentar relacionar.

• Encare e reconheça o problema - Não adianta esperar que qualquer problema se resolva sozinho, ainda mais esse, ele existe, é real, e você já notou seus efeitos várias vezes, reconheça o fato e se proponha a resolver.

• Esclareça – Os pontos de vista, idéias e diferenças devem ser tratados em momento especialmente reservado para tal e sempre que houver necessidade de feedback ou uma proposta de mudança.

• Elimine conversas sem propósito – Se não for para decidir algo não existe nenhuma necessidade de conversa, na empresa não.

• Determine objetivos – Quando algo precisar ser analisado e discutido, isso deve ocorrer sem interrupções, em local propicio, rapidamente, com pauta e objetivos determinados. Estamos juntos para decidir algo e desenvolver uma ação especifica que deve ser determinada e aceita pôr todos. É assim que ocorre em uma empresa: reuniões.

• Planeje – O planejamento é primordial em qualquer empresa, nele definimos estratégias, objetivos, metas e a visão da empresa sobre o mercado, a concorrência e a operação interna. Desenvolver um raciocínio comum, uma missão comum, e valores comuns é essencial para evitar o “cabo de guerra”, ou seja: que cada um trabalhe de acordo com os seus próprios valores, visão e missão. Mas lembre-se, elaborar uma missão não adianta absolutamente nada, se for apenas para colocar um quadro na parede.

• Finalmente, decisão só tem serventia se resultar em ações, portanto determine responsáveis, suas metas e prazos. De preferência, uma forma de ter certeza de que tudo sairá como planejado e acertado, o que você só vai saber, se monitorar as ações.
 Paulo Sergio Tometich

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Correndo atrás da META




Na vida de um vendedor,atendente,consultor comercial e etc, sempre vai existir a palavra META. A cada dia que passa os números se consomem em contas para chegar ou superar essa META. Como liderar com essa pressão? Comparo como uma corrida, onde corremos sempre atrás, em busca da linha de chegada. E se você não chega no 100% como reagir? Dois meses seguidos sem  atingir o topo? Só quem tem comercial na veia sabe o que é  a frustação da não superação do numero. Quando chegamos a esse ponto vale rever alguns processos.
Uma das primeiras coisas que podemos fazer é  primeiramente verificar a parte intra do nosso negocio. Onde coloco a organização, planejamento, processos internos, politica comercial e por ultimo e mais importante, o seu atendimento. Esses tópicos que podemos resolver com mais ênfase, pois depende única e exclusivamente de nós .
Visto a parte intra do nosso negocio partimos para a parte externa.Onde classifico alguns tópicos que de certa maneira foge do nosso controle imediato, como:mercado desaquecido, bloqueio de credito, risco financeiro e economia. Fazendo essa analise critica do nosso negocio, percebemos que grande parte das nossas dificuldades estão em nossas mãos, o que facilita a resolução. Não vamos perder tempo ,vamos rever os nosso processos , superar as objeções rumo a tão almejada META.
Daniel Miranda

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Decálogo do Cliente

“Quero que você me valorize e me faça sentir especial”
1-Não venda olhando para o relógio ou sendo interrompido pelo celular. Certifique-se de que seu cliente perceba o quanto ele é importante.
2-De preferência,  marque encontros-chave de venda em hotéis ou restaurantes para café da manhã ou almoços. Nesses locais, nem você nem seu cliente serão interrompidos.
3-Com que freqüência você recebe elogios dos seus clientes?Uma vez ou outra?Ou sempre?Como esta o seu relacionamento com os consumidores?
4-Observe as entrelinhas e escute alem do que seu cliente esta dizendo.
5-Seja sincero com seu cliente, não é legal fingir que quer ajudar a resolver o problema dele quando na verdade só quer empurrar o produto.Diga a verdade sempre!
Venda Mai$

quarta-feira, 21 de março de 2012

FICA A DICA

Faça follow-up em quantidade adequada

Não se esqueça de seu cliente. Nem o procure todo dia.

quarta-feira, 14 de março de 2012

De camelô a empresário

De camelô a empresário milionário: David transformou R$12 em R$120 mil

Fabíola Ortiz
No Rio de Janeiro

Transformar R$12 em R$120 mil. Foi assim que o vendedor de balas no Rio de Janeiro, David Portes, 54, passou de camelô a um empresário milionário. Criatividade, ambição e ousadia são as dicas que David dá para fazer sucesso. Não tem receita pronta, garante, mas é preciso ter muita persistência e trabalho duro se reinventando a cada dia.

Nascido em Campos, no Norte fluminense, David estudou só até a 7ª série. A escola era longe e a família toda trabalhava na roça numa fazenda de cana de açúcar. Há 25 anos, David, recém-casado, resolveu dar uma reviravolta na sua vida. Como ele próprio define: “Vim morar na cidade do Rio em busca de um sonho. Meu sonho era a felicidade, ter uma família, uma casa e dignidade”.

De camelô a empresário milionário


Foto 5 de 12 - Durante a atividade de camelô, David implantou diversas estratégias para atrair e fidelizar seus clientes. Entre elas, o serviço de pedidos por telefone. No início, eram cerca de 20 pedidos diários, hoje o 'call center' ainda continua e já recebe mais de 50 encomendas de balas, doces e biscoitos. Marco Antônio Teixeira/UOL

Vivendo num barraco na favela da Rocinha, David trabalhou por pouco tempo na Polygram, a fábrica de discos de vinis. Após a falência da empresa, David viu-se desempregado e despejado de seu barraco com sua esposa grávida. Era uma noite fria de julho de 1986 quando o casal parou na esquina das avenidas Presidente Wilson e Presidente Antônio Carlos, em pleno coração central do Rio.

Fazia frio, a gente tinha um cobertorzinho e dormia com um papelão. Eu não gostava de pedir nada a ninguém, então catava latinha para poder comprar um prato de comida e dividir com a minha esposa
A mudança na história de David começa quando sua esposa aos sete meses de gravidez precisou ser medicada. O remédio custava na época alguns cruzados, o que hoje seria o equivalente a R$12. Sem ter dinheiro para comprar o medicamento, um porteiro de um edifício comercial no centro se sensibilizou e fez o empréstimo.

O pulo do gato ocorreu quando, “ao invés de comprar remédio fui comprar doces na Central do Brasil para vendê-los depois”. Com os R$12, comprou meia dúzia de paçocas e mariolas e rapidinho dobrou o dinheiro. “Comprei o remédio e voltei para o depósito para comprar mais doces e, assim, fui dobrando o dinheiro e com mais variedades. Quanto mais produto eu tinha, mais a venda aumentava”.

De Street marketing à delivery

Após um ano na nova atividade, David descobriu que precisa investir no marketing de rua, o “street marketing”, definiu. “Naquela época só os shoppings faziam marketing promocional. Com as bancas de bala concorrentes, vi a necessidade de fazer algo diferente, fugir inteiramente do igual”.

Resolveu, então, fazer uma coisa criativa: o tele entrega. “Fui eu quem introduziu o ‘delivery’. Há 24 anos eu já fazia delivery e recebia os pedidos em três orelhões. Criei o ‘call center’ anexo à Banca do David. Fazia promoções... ‘quanto mais ligar, mais chance você tem de ganhar’, ressaltou.


Banca do David virtual

Localizada no mesmo ponto aonde o casal se abrigou há 25 anos, numa das esquinas mais movimentadas do centro do Rio, a Banca do David hoje faz sucesso. Com tapete vermelho no chão, coleta seletiva, 360 itens entre doces, biscoitos, chocolates e ainda uma linha de produtos diets e lights, o faturamente diário é entre R$1.000 e R$1.500. Já tendo transformado a banquinha num point e com a vida cheia, David depende da ajuda de mais três funcionários na banca, o Paulão, o Mário e o Carlos, dois deles seus irmãos.

No início da década de 90, o camelô inventou o serviço de ‘drive thru’, o motorista para o carro e pega os doces sem sair do volante. E para quem não acredita, o camelô passou a ficar antenado com a modernidade. Com o início da internet, a Banca do David foi para o mundo virtual, o camelô passou a receber pedidos também pela internet e, assim, criou o ‘e-commerce’, o comércio eletrônico de doces.

Com a ajuda de um amigo que trabalhava num prédio comercial, ele criou um e-mail. “A gente mandava o catálogo com todos os produtos e as pessoas pediam. Eu não tinha acesso ao e-mail, mas meu amigo tinha. Eu recebia os pedidos pela internet via cordinha. Ele amarrava o pedido numa cordinha e descia pela janela do edifício”.

Ainda hoje é possível fazer pedidos pela internet através da loja virtual, mas só para longas distâncias, se não o jeito mais prático mesmo é o tele entrega. No auge da inserção no mundo eletrônico, David já teve até laptop na banca com ponto de internet wi-fi, mas aboliu a ideia depois ter sido roubado.

Driblar a concorrência

Para driblar a concorrência, David realiza todo mês promoções. Fez uma pesquisa com as suas ‘davidzetes’(assim como as chacretes), David contrata duas modelos para saber a preferência dos consumidores.

“A gente faz tudo diferente para chamar atenção. O marketing é isso, você só é notado quando é visto. Percebi que as vendas caíram e a pesquisa indicou que comer doces dá cárie, então fiz uma parceria com um consultório dentário para fazer limpeza. As pessoas se cadastravam e ganhavam uma limpeza com flúor e tártaro: ‘a banca do David manda limpar’, esse era o slogan”.

Os slogans são os mais criativos. David chegou a fazer parcerias com companhias aéreas para sortear passagens de avião para Miami, em 1998, e o slogan era: “tenha uma doçura viagem, coma mais doce e voe United”. Já fez também promoção para um fim de semana na Região Serrana: “David não é Maomé, mas leva você até a montanha”.

Palestrante milionário

O sucesso foi tão grande que há 10 anos David foi descoberto por José Carlos Teixeira, presidente do Instituto de Marketing Industrial (IMI), com sede em São Paulo, que o convidou para dar uma palestra no Hotel Sheraton para 180 empresários na capital paulista.

Hoje, David é convidado para dar palestras e seminários em todo o Brasil e no exterior. Mesmo sem ter diploma de nível superior ou até mesmo sem terminar o ensino médio, David é convidado para falar a profissionais de vendas e executivos de grandes empresas como Petrobras, Shell, companhias de telefonia, além de Samsung, Motorola e redes de supermercado.

“Já tem 10 anos que comecei a fazer palestras, foram 978 palestras. E a palestra vai mudando, a gente vai botando novos conteúdos. A história não muda, mas a gente coloca alguns temperos”, conta David que já viajou para os Estados Unidos, China e Europa. No Brasil já foi a muitas as cidades, do Acre até o Rio Grande do Sul.

Ele cobra R$12 mil para dar palestras de cerca de uma hora e meia de duração, já no exterior o preço varia entre 8 a 10 mil dólares. “Não falo nada de inglês, só português. O que encanta os executivos é a simplicidade, o que grandes pensadores de marketing estudam, eu digo por intuição”, admite.

Consultor de marketing

O camelô agora consultor de marketing requisitado já tem até um livro publicado, no final de 2008, que está na sua quarta tendo vendido 30 mil exemplares: “David, Uma Lição de Vidae deMarketing” (Ed Futura).

E qual é a chave do sucesso? A atitude, garante. “Ter uma ideia e botá-la em prática. Eu digo sempre, nunca tenha medo de cometer erros, pois o pior erro é o medo não tentar. A vida só é dura para quem é mole. Tem que ser muito proativo. Atitude é tudo. Tem que ter perseverança, lutar pelo sonho e correr na frente. Quem corre na frente bebe água limpa, quem fica atrás só pega água suja. A concorrência é boa, dá inspiração. A dica é reinventar”, defendeu o camelô milionário.

Hoje ele mora com a esposa, Maria de Fátima Monsores Portes, 49, no bairro Flamengo, na zona sul do Rio. Ela também ajuda nos negócios do marido. O filho de 25 anos, Thiago Monsores Portes, formou-se em Publicidade e hoje dirige junto com o pai a agência DMarketing que atende cinco contas de marketing e publicidade e emprega 30 jovens profissionais da área.

“Todo mundo aqui é acadêmico, eu só dou uns pitacos. Agora estou querendo voltar a estudar, terminar o segundo grau e estudar marketing. Já estive em várias universidades dando palestras. Uma vez por mês eu separo uma data para falar para os alunos”, disse

segunda-feira, 5 de março de 2012

Os 10 comportamentos mais inadequados no trabalho

Perder a compostura no trabalho pode ser mais prejudicial do que se possa imaginar. Além de conquistar a má fama entre os colegas, o profissional que adota atitudes consideradas inadequadas pode comprometer a sua carreira. Para ajudar os profissionais que se importam com as regras de etiqueta e que não abrem mão de manter uma imagem positiva na organização onde atua, o Yahoo! consultou especialistas que ajudaram a listar dez comportamentos que devem ser evitados no ambiente de trabalho – e até mesmo na vida pessoal.

1. Falar mal da empresa em que trabalha


Imagem: Cartunista Alpino

Além de indiscreto, esse tipo de comportamento pode afetar ou prejudicar a organização que você mesmo trabalha, uma vez que pode interferir na motivação dos colegas de trabalho. “Isso coloca o funcionário em uma posição complicada e revela insatisfação profissional, que pode ser agravada quando chega de forma errada ao ouvido de terceiros ou da chefia. Quando houver alguma crítica construtiva à empresa, o mais indicado é que o profissional se posicione de forma estruturada e utilize o canal correto, no caso, seu gestor imediato”, alerta Bárbara Will, diretora de recrutamento da Business Partners Consulting.

2. Fofocas sobre colegas de trabalho

Imagem: Cartunista Alpino

Considerada uma das piores atitudes no meio corporativo, reclamar e falar mal de terceiros atrapalha o trabalho dos outros, além de expor os colegas e a própria pessoa que faz a fofoca, que pode facilmente ser vista como alguém nada confiável.

3. Falta de pontualidade

Imagem: Cartunista Alpino

É claro que contratempos acontecem, mas atrasos frequentes prejudicam e interferem nas atividades de outras pessoas do grupo, impactando no negócio e na relação de trabalho. A especialista em etiqueta corporativa Licia Egger ressalta que este quesito não inclui somente a pontualidade física, mas também cumprimento de prazos e compromentimento em responder e-mails e telefonemas.

4. Críticas em público


Imagem: Cartunista Alpino

Para Bárbara, o gestor nunca deve dar feedbacks negativos a um profissional em público, e sim de forma reservada, para evitar a exposição desnecessária do funcionário. “Dar feedbacks diante de outras pessoas pode ser importante quando se trata de um reconhecimento, um elogio, porque além de motivar e reforçar o profissional estimula e dá exemplo aos demais”, complementa. Este comportamento é igualmente antipático e inapropriado para colaboradores em relação a outros colegas.

5. Utilizar objetos e/ou material de colegas de trabalho sem permissão prévia

Imagem: Cartunista Alpino

Bárbara afirma que deve-se sempre solicitar emprestado e apenas utilizar aquilo que lhe for permitido. Existem pessoas que não se importam em dividir determinados materiais, mas outras não se sentem confortáveis. “É importante respeitar o estilo e forma de ser dos colegas para que se crie um ambiente harmonioso e produtivo”, orienta.
6. Comunicação grosseira Imagem: Cartunista Alpino

Falar alto e abusar do uso de palavrões e gírias são considerados hábitos deselegantes. Falar alto, por exemplo, pode prejudicar o foco e atenção dos que estão por perto. Gírias e/ou palavrões, ainda que o ambiente de trabalho seja mais descontraído, devem ser evitados, pois não condizem com uma postura profissional adequada. Cezar Tegon, diretor de novos projetos da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional), acrescenta que é preciso ser educado e manter a compostura mesmo quando a situação for grave.

7. Mau humor

Imagem: Cartunista Alpino

Ninguém gosta de conviver com alguém que passa o dia reclamando de tudo; a atitude costuma deixar o ambiente pesado e tornar a convivência difícil. Por isso, é muito mais saudável reclamar menos e avaliar se o comentário é realmente interessante para os demais antes de fazê-lo.

8. Mentira

Imagem: Cartunista Alpino
A especialista em coaching Suzana Azevedo aconselha que, mesmo na melhor das intenções, faltar à verdade pode comprometer a credibilidade, a carreira e a relação com colegas, chefias e clientes. Licia acrescenta que a falsidade também é capaz de prejudicar – e muito - os vínculos trabalhísticos.

9. Desrespeito ao “Dresscode”

Imagem: Cartunista Alpino

Para Bárbara, ainda que a cultura da empresa seja mais informal e que não exista na empresa um código de etiqueta e vestimentas, é sempre importante que cada profissional se preocupe em estar alinhado com roupas adequadas ao ambiente de trabalho. Já Tegon aconselha que o colaborador procure entender a cultura da empresa, como se colocar, como se vestir e como se comportar. “Em instituições financeiras é inadmissível alguém trabalhar de bermuda, já em uma empresa de web, a maioria vai de bermuda, e neste caso é estranho alguém vestir terno e gravata”, exemplifica.

10. Tratar de assuntos pessoais constantemente

Imagem: Cartunista Alpino

Além de grande exposição da vida privada, cuidar de questões íntimas prejudica o foco e resultados do profissional. “Pagar contas, falar com os filhos, ir ao médico, navegar nas redes sociais fazem parte do dia a dia, mas cuidado para essas atividades não tomarem seu tempo todo e você só trabalhar nas horas vagas. Primeiro a obrigação, depois as necessidades pessoais”, explica Tegon.

A especialista em coaching Susana Azevedo lembra ainda que o comportamento correto deve ser baseado no bom senso. “Educação e respeito ao próximo são essenciais para a convivência, seja no ambiente familiar, seja no trabalho. É muito importante pensar sobre suas atitudes em nível de impacto; toda ação tem uma reação”, finaliza.

Por Tainah Fernandes

sábado, 3 de março de 2012

Escutar cliente é a chave para atender bem

Ouvir é a palavra-chave quando o assunto é conhecer bem o cliente para atendê-lo melhor e, consequentemente, vender mais. Essa audição, segundo o consultor do Sebrae, Alexandre Giraldi, ocorre em dois momentos. O primeiro, com a pesquisa de mercado. Depois de abertas as portas, torna-se um exercício constante, no dia a dia do negócio.
Estudo feito pelo Sebrae-SP, serviço de apoio a empresas, aponta que 68% das vendas são determinadas pela forma como se atende a clientela. Inclui-se nesse atendimento todo o contato que se estabelece entre o público e a empresa. Desde o acesso ao ponto, passando pela recepção, produtos e serviços oferecidos, até as formas de pagamento. “Só é possível atender bem e, consequentemente, ter sucesso nas vendas, se você conhece seu público”, afirma Giraldi.
O primeiro passo para saber ouvir o que o cliente tem a dizer é estar atento. “As pessoas não falam apenas com palavras. Todo o corpo se comunica e é fácil perceber pelas expressões se a pessoa está satisfeita ou não”, afirma o consultor.
Outro ponto por ele destacado é procurar absorver o máximo das reclamações. “De cada dez pessoas, apenas uma se dá esse trabalho. As outras nove preferem não voltar e ir para o concorrente. Ao receber uma queixa, não vá direto para as justificativas. Aproveite esse momento para escutar e entender melhor o problema. Dessa interação, podem surgir boas ideias para resolvê-lo."
Uma dica importante é treinar a equipe que está em contato direto com os clientes. Esses funcionários devem ser receptivos, dar liberdade para as pessoas se manifestarem.

Pecados mortais no atendimento

  • 1-Falta de abertura

    Proprietário ou vendedores pouco receptivos ou indispostos a ajudar inibem a clientela. O ideal é ser pró-ativo e ter palavras gentis como “em que posso ajudar” ou “sinta-se à vontade”, que criam clima agradável e são o início de um bom atendimento.
  • 2-Braços cruzados

    Eles funcionam como uma barreira. O corpo se comunica e, de acordo com essa linguagem, as pessoas se mostram abertas ou não ao diálogo.
  • 3-Uniforme inadequado

    Óculos escuros, roupas muito curtas ou decotes ousados podem afugentar o cliente. O excesso de formalidade ao vestir pode ter o mesmo efeito. Prefira o equilíbrio.
  • 4-Desleixo com a loja

    Determinados negócios, como consultórios médicos, exigem pintura constante. No dia a dia, banheiros, expositores e araras devem estar sempre limpos e organizados. Água e café são opcionais, mas se você deseja oferecê-los, zele pela qualidade.
  • 5-Muito calor ou frio

    Temperatura desagradável incomoda e afasta o cliente. Ajustar pelo menos dois graus a mais ou a menos, conforme a necessidade, ajudam a causar impacto positivo e a manter o cliente na loja.
Quem fica em contato direito com a clientela deve ter, sempre a mão, bloquinho e caneta. Da conversa com o público, surgem informações preciosas. Desde preferências, observações sobre preço e comentários acerca da concorrência até pedidos e sugestões.

Empreendedor deve orientar funcionários a repassar informações

Todo esse conhecimento precisa chegar ao dono do negócio. Com esses dados, o empreendedor pode identificar necessidades de consumo e até tendências. Ao lançar os dados pessoais da clientela no computador, ou em um relatório manual, é importante que haja um campo para os vendedores preencherem com as informações mais importantes, obtidas durante o atendimento.
“Alguns dados pessoais já estão em cheques e cartões. Transformar o momento de interação com o cliente em uma entrevista não dá certo. Nem tudo precisa ser perguntado, porque as informações fluem”, diz Giraldi.
Mas Sandra Maria de Carvalho, dona da Chinelaria, loja multimarcas de chinelos e acessórios, não recebia esse retorno de suas vendedoras.
Moradora de Araraquara, a 273 km de São Paulo, Sandra abriu a loja para a filha em Ibitinga, a 347 km, e viajava duas vezes por semana para acompanhar a administração. No entanto, em um desses momentos de interação com o cliente, ela não gostou nem um pouco do que ouviu.
“Graças a Deus estamos em uma cidade pequena, que todo mundo se conhece. Encontrei uma freguesa na rua e ela entregou minha funcionária”, diz.
A cliente reclamou que a vendedora não mostrava todos os modelos e não tinha paciência para atender. Para conhecer mais sua clientela e atendê-la melhor Sandra decidiu se mudar e agora mora perto do negócio. “É fundamental estar próximo, para ouvir e conhecer seu público. O que engorda o boi é o olho do dono."
Para conhecer melhor seus cliente, Sandra de Carvalho mudou-se de Araraquara para Ibitinga
Para conhecer melhor seus cliente, Sandra de Carvalho mudou-se de Araraquara para Ibitinga

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O Basico para o empreendedor

Questões básicas para o novo empreendedor
Aspirantes a sushiman passam meses e meses (quando não passam anos) nas cozinhas apenas preparando o arroz para o chef local. O raciocínio é simples: se o arroz não estiver bom, não importa o que se faça, não vai ser possível servir um sushi de boa qualidade.
A maioria dos artigos escritos para líderes e empreendedores presume que eles já sabem preparar o arroz. Assim, muitos vão direto experimentar as novas técnicas, sem ter o controle total da empresa e sem saber medir direito o quanto uma determinada técnica foi um sucesso. Por isso, antes de experimentar coisas novas, tenha certeza de que sabe as respostas às questões básicas do empreendedorismo:
Tenha todas essas respostas na ponta da língua para, aí sim, aprimorar sua liderança.
Um grande abraço e até a semana que vem.

Júlio Clebsch

1.
Você presta atenção no seu fluxo de caixa?
2.
Você quer que seu negócio gere, principalmente, lucro ou imagem?
3.
Qual é o seu papel?
4.
Você está tentando construir uma equipe?
5.
Qual tipo de risco você aceita?
6.
Por que você está fazendo isso?P.S.: este artigo foi publicado originalmente na revista Liderança do mês de janeiro de 2012. Seu autor é Seth Godin, colunista da publicação. – Por que abrir sua empresa todos os dias?
– Existe o risco financeiro, o risco emocional, o risco de marca, entre outros. Você está disposto a colocar suas fichas na mesa todos os dias? E quanto à sua reputação pessoal?
– Alguns donos de negócios procuram diminuir o custo e as preocupações, contratando o mínimo possível de pessoas – e sempre as que têm experiência. Empreendedores tentam forjar uma cultura, treinam, conectam-se com todos e lideram. Donos de negócios se esforçam para que sua equipe faça o que fizeram de bom ontem, mas de forma mais rápida, mais barata e melhor. Empreendedores, por outro lado, sabem aonde a empresa quer chegar, mas também sabem que nada acontecerá se eles não reunirem seu pessoal e lhes derem as ferramentas (algumas novas e sem teste) para chegar lá. O mundo dos negócios precisa dos dois, mas temos de tomar cuidado para não confundir os papéis. Você precisa escolher o que quer ser.
– Você quer ser um freelancer, um empreendedor ou o dono de um negócio? Um freelancer não se preocupa em gerir equipe, pois quase nunca a tem. Um dono de negócio é o chefe, mas vê as coisas como um emprego, um lugar que é estável e lucrativo. Um empreendedor é um tipo de artista, que se joga em situações impossíveis e procura problemas que exijam garra e coração para serem resolvidos. As três opções funcionam, mas escolha a que for melhor para você.
– Um negócio que constrói uma marca, uma impressão digital, um padrão e uma audiência pode acabar valendo milhões (veja o exemplo do Tumblr, sistema on-line que facilita o compartilhamento de informações, fotos e textos para blogueiros, o qual vale muitos milhões de dólares, mas sem lucratividade). Por outro lado, um negócio sem investimento nenhum em marca pode acabar sendo muito lucrativo (considere o consultório de um médico local). Seria ótimo se você pudesse fazer algo para dar à sua empresa o máximo de valor, imagem e lucratividade, mas em curto prazo é bastante improvável.
– Um peixe em um riacho não se importa se a profundidade da água é de dez centímetros ou um metro, desde que a quantidade de água nunca (nunca mesmo) se aproxime do zero. Qual é o seu ponto zero? O que você está fazendo para assegurar-se de que pode continuar a nadar?

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Alegria no Trabalho

Adote um comportamento leve no trabalho

Os americanos Adrian Gostick e Scott Christopher lançaram um livro que defende a tese de que profissionais bem-humorados ganham mais e são mais produtivos

Eliza Tozzi
Dar uma boa risada diminui os níveis de estresse, reduz a pressão arterial e até combate dores. Além dos benefícios para a saúde, manter o espírito leve ajuda no desenvolvimento profissional. Esta é a tese do livro The Levity Effect (O efeito leveza, em português), dos americanos Adrian Gostick, expert em análise organizacional e co-autor do best-seller empresarial O Princípio do Reconhecimento (Editora Campus/Elsevier, R$ 66), e do humorista Scott Christopher, publicado pela Editora John Wiley & Sons, ainda inédito no Brasil. Segundo a dupla, um ambiente de trabalho "leve" favorece o crescimento pessoal e aumenta a satisfação profissional, além de contribuir positivamente para o faturamento da empresa. Por leve entenda-se um local em que há liberdade para conversas, brincadeiras e, eventualmente, algumas piadas.
Profissionais bem-humorados também são os primeiros a ser lembrados pelo presidente da empresa quando o assunto é promoção. Um estudo da consultoria americana Hodge-Cronin & Associates apontou que 98% de 737 altos executivos contratariam ou promoveriam o boa-praça no lugar do carrancudo. Mas Scott alerta: ter alto-astral não significa que você precisa se transformar no palhaço do escritório. “Leveza não tem a ver com gargalhadas fora de hora, e sim com a vontade de encarar os problemas com otimismo sem deixar de apresentar bons resultados”, diz ele.

E SE EU FOR MAL-HUMORADO?
A última coisa que se pode exigir de um profissional é que ele mude completamente de personalidade”, diz Scott. Por isso, nada de se forçar a contar uma história hilária para fazer seu chefe gargalhar se você não for um piadista nato — essas tentativas desastradas podem piorar a sua imagem profissional ou, no mínimo, vão fazer você parecer o bobo da corte. “O humor tem que aparecer naturalmente, não pode ser forçado. Caso contrário será malvisto pelos outros”, diz Scott.

A questão central para que seu relacionamento interpessoal seja eficiente é se expressar da maneira como você se sentir mais confortável, seja com a expressão séria ou sorridente. No entanto, levar a vida mais leve não faz mal a ninguém. Lembre-se que ficar franzindo as sobrancelhas e revirando os olhos o tempo todo pode ser péssimo para a sua imagem.

De acordo com uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Opinium, na Inglaterra, os mal-humorados são responsáveis por 37% da irritação geral no escritório. E você não quer ter esse rótulo colado em seu rosto, certo? Scott insiste que até os mais sérios conseguem melhorar a imagem e se cercarem da aura de leveza.

“Seus colegas vão perceber que você quer e pode ser uma pessoa mais divertida se começarem a notar seu interesse genuíno pelos problemas dos outros e sua vontade de enxergar pontos positivos mesmo em momentos de crise.” Aproximar-se dos mais risonhos também pode ajudar os mais introvertidos a se soltarem — a convivência com o riso estimula o desenvolvimento de uma postura bem-humorada. Scott explica: “A leveza é um exercício que precisa ser praticado todos os dias.” Comece hoje.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Técnicas de Vendas


Hoje em dia podemos sitar varias técnicas de vendas, apresentaremos uma técnica usada e descrita pelo consultor de venadas(Mercado Automotivo) João Paulo Prado.

APONTE

A:
Abordagem padrão;
Chega ao cliente se identifica, comprimente dando um bom dia(...), tente criar uma empatia, após verifique qual o carro e modelo que ele procura.

P:
Pesquise o Cliente;
Pergunte se é para família, se tem filhos, se para uso próprio  ou  empresa, se houver dúvida em relação ao modelo após estes questionario você poderá oferecer a ele se tiver família uma carro sedan, se sozinho um hatch...

O:
Ofereça e faça uma demostração envolvente;
Após a conversar e uma vez determinado o modelo, peça ao cliente andar com o carro fazer um best driver com ele, onde terá oportunidade de mostrar todas as vantagens e acessórios que o carro pode oferecer, feito isto leve até a mesa para apresentar as proposta e condições, caso tenha objeções em relação ao carro procurar tirar e demonstrar os pontos positivos e porque ele esta comprando com voce e não com concorrente da mesma marca ou de outras marcas do mesmo segmento de carro.
Tente levar a negociação em um meio de descontração, porque assim nem você se sente pressionado de perder a venda e nem o cliente vai se sentir pressionado achando que voce vai lhe vender um mal produto, logico que o objetivo e poder efetuar a venda de um modo que fique bom para ambas as partes.

N:
Negocie e neutralize objeções;
Como citado à cima o objetivo e vender seu produto, neste caso o carro,neste momento verifique se há carro na troca, se vai querer financiar todo o carro, se vai dar parte à vista ou o carro como entrada, se total à vista, caso o problema seja parcela tente negociar a melhores condições de parcelas em que caberá em seu bolso, sendo à vista verifique o quanto será necessário para o fechamento da venda, lembrando que o ideal é que sempre fique boa a negociação para as duas partes.

T:
Tome iniciativa;
Frise a importância do carro, seu beneficios e comodidade, temos que ser persuasivo na vendas, se couber no momento fale que em nenhum outro lugar encontrará uma negociação desta forma, sendo um carro seminovo comente que não há nenhum outro igual, obtenha qual a melhor forma e condições ficaria boa para o cliente, tente obter a proposta, se disponha a ver o que é necessário para o fechamento da venda, logico que não obterá resultados das vendas com todos os clientes, uma vez indo para sua casa para pensar ligue demonstre sua preocupação em poder ajuda_lo e verificar o que precisa para ele voltar a loja, em caso de pesquisa do cliente peça a ele para trazer sua proposta do concorrente, fale que tendo o mesmo carro podemos cobrir a negociação, as vezes ocorre também da diferença de valores de uma loja para outra ser pequena e a pessoa comprar com vc só pelo seu atendimento, mas a intenção é estando na loja não perca a oportunidade de poder vender ao cliente naquele momento e uma vez fechada a venda é ofereça seu acessórios que ainda pode não vir no carro de acordo com modelo escolhido, outro serviços também oferecidos pela loja enfim tente agregar sua venda e ofertar comodidade ao cliente com os acessórios e produtos e serviços ofertados.

E:
Estendendo relações;
Uma vez vendido o carro, seu cliente pode se tornar seu melhor vendedor pelo fato de indicarem vc a outros amigos e familiares, então sempre que puder ligue chameo para tomar um café contigo, enfim encurte a distancia entre vc e seu cliente que pode também tornasse seu amigo e estenda relações...

Este método é usado em muitas empresas no setor comercial .

Certamente que muitas pessoas inconscientemente acabam por usarem esse método, mas uma vez entendendo pode maximizar suas chances de ter sussesso nas vendas.

João Paulo Prado é graduado em Administração de Empresas,trabalha no ramo comercial a aproximadamente 8 anos e atualmente é consultor de vendas do Grupo Servopa.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Atendimento em PDV

Hoje estamos testando constantemente o atendimento em ponto de venda,seja ele no mercado,na farmácia,em lojas de departamento ou em postos de gasolina.Onde vamos, terá sempre alguém querendo vender algo a mais para você.Percebemos que essas abordagens estão cada vez mais envolvente, isso devido ao fato que os vendedores,promotores,atendentes e consultores estão cada vez mais treinados em relação ao produto vendido e  estudando o comportamento do cliente.Abaixo sito algumas dicas de extrema importância na hora de realizar uma venda ou um atendimento.
1-Cuidado na abordagem-Nunca inicie com “posso ajudar”
2-Coloque em sintonia com o cliente.Não adianta fazermos uma abordagem extremamente técnica se o cliente não esta apto para receber toda a carga de informação.Isso pode gerar uma confusão.Mas sempre devemos passar os  diferencias e benefícios claros do produto vendido.
3-Estude o cliente- Faça perguntas investigativas, cuidando para não ser invasivo.
4-Conheça a fundo o seu produto.Treinamentos,manuais,informações na internet, todo material que você tiver acesso, absorva, quanto o maior conhecimento e informação que você tiver, maior a chance de você envolver e ter sucesso na sua venda.
5-Conheça o mercado.Importante conhecer a praça,o seu  produto e o concorrente.
6-Em uma venda comparativa, tenha ética e cuidado de colocar o seus benefícios em relação a concorrência , o concorrente de hoje pode ser o seu empregador amanhã.

Daniel Miranda

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Como causar uma boa primeira impressão

Shutterstock
Causar uma boa primeira impressão quando você é apresentado a um possível cliente ou parceiro é muito importante – principalmente porque você tem só uma chance para fazer isso. Mas como ter certeza de que as pessoas que você conhece vão pensar coisas boas? Para Vanessa Van Petten, especialista em pesquisas sobre inteligência social e emocional, o bom aproveitamento desses contatos inclui ser autêntico – os interlocutores sabem de cara que alguém está fingindo.
Ela também dá dicas de como começar uma conversa com o pé direito e garantir uma boa impressão. As sugestões foram publicadas no site do Young Entrepreneur Council, organização sem fins lucrativos que promove o empreendedorismo como uma solução ao desemprego e ao subemprego. Confira.

1. Determine as suas intenções. Isso é muito importante em eventos grandes, em que você vai conhecer muitas pessoas, como conferências ou festas. Antes de chegar ao local, reflita sobre o tipo de pessoa que você quer encontrar e que tipo de interação quer ter. Esse processo o ajudará a concentrar a sua energia no que é realmente importante.
2. Pense sobre seus ornamentos. Roupas, maquiagem, joias, relógios e sapatos são itens que as pessoas levam em consideração quando fazem julgamentos iniciais. Reúna suas roupas e acessórios e mostre-os para amigos em quem você confia. Pergunte o que eles acham. Muitos homens não percebem o quanto seu relógio pode dizer sobre eles. Para mulheres, bolsas e brincos vistosos podem alimentar determinadas avaliações. Certifique-se de que aquilo que você veste ou como você arruma o cabelo ou a maquiagem passam a mensagem certa para as pessoas que você vai conhecer.
3. Preste atenção na linguagem corporal. Essa é uma parte crucial das primeiras impressões e inclui desde a sua postura até como você anda e para que lado vira o corpo. Muitas vezes, simplesmente pensar na sua linguagem corporal já causa melhorias. Se puder, faça um vídeo de você andando por um ambiente. Algumas dicas para aprimorar essa linguagem são prestar atenção na direção para onde você aponta os pés, a posição dos seus ombros e o seu aperto de mão.
4. Evite os dias ruins. As pessoas que vão a coquetéis depois de terem passado por um dia ruim normalmente continuam tendo um dia ruim. Se você está de mau humor ou ansioso, outras pessoas vão perceber isso na sua expressão facial, nos seus comentários e na sua linguagem corporal. Se o dia está ruim, fique em casa! Se não der, encontre uma maneira de sair dessa nuvem negra. Faça exercícios ou assista a vídeos engraçados no YouTube. Isso vai melhorar o seu humor.
5. Seja interessado e interessante. Se você realmente quer conhecer pessoas e está aberto para aprender quem eles são, isso irá transparecer na primeira impressão. Nós todos já tivemos a experiência de encontrar alguém e saber instantaneamente que eles foram arrastados até lá por um amigo e não veem a hora de ir embora. Quando se aproximar de alguém, mostre um interesse genuíno em quem a pessoa é. Isso é contagioso, e você terá conversas melhores e contatos mais duradouros.

Escrito por Mariana Iwakura

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Motivação


Como se manter sempre motivado?

Sucesso, prosperidade e crescimento profissional foram alguns dos desejos feitos a cada ondinha no Ano-Novo. Mas como fazer para que esses pedidos não morram na praia? Separamos algumas estratégias simples que podem nos ajudar a não perder a energia, alegria e força de empreender durante o resto do ano. Elas podem parecer um pouco clichê, mas, quando aplicadas, podem tornar o cotidiano mais leve e produtivo. E falta de tempo não é desculpa. Separe um horário na agenda para investir na sua própria motivação pessoal e profissional. Trace um plano, firme compromissos com você e siga-os à risca.

- Mente sã, corpo são. Pensamentos positivos trazem benefícios para a saúde física. A recíproca também é verdadeira. Portanto, aposte em uma alimentação balanceada e na prática de atividades físicas sempre que tiver um tempinho na agenda.
- Afaste-se de pessoas negativas. Invejosos estão sempre de plantão, e a melhor coisa é manter suas ideias, sucessos e descobertas distantes deles.
- Motive as pessoas ao seu redor. Positividade é contagiante e pode tornar a sua equipe mais unida e preparada na hora de enfrentar dificuldades.
- Não se atenha tanto aos seus objetivos. Ao longo dos meses, as prioridades podem mudar. Seja flexível e não se apegue tanto a antigas ideias. Além disso, não se esqueça de arcar com as responsabilidades de suas ações, tanto as bem como as mal-sucedidas.
- Lembre-se das suas origens. Visitar uma casa antiga ou passar perto da escola que frequentava quando criança são ações que podem despertar lembranças importantes, fazendo com que você se lembre do caminho que percorreu para chegar até aqui.
- Não seja tão perfeccionista. Não há dúvidas de que querer que tudo saia perfeito é o que todo empresário deve ter em mente antes de iniciar qualquer projeto. Mas, como tudo na vida, o perfeccionismo em excesso atrapalha e faz com que a satisfação nunca seja alcançada. Aposte na excelência, e não no inatingível.
- Celebre seus erros. Não lembramos direito quantas notas boas já tiramos em nossa carreira escolar, mas daquele(s) zero(s) não esquecemos tão facilmente. É lá no fundo do poço que aprendemos as maiores lições. Saiba extrair o melhor de todas as situações, inclusive e principalmente das piores. E também não se deixe acomodar com o sucesso.
- Pense antes de falar. A máxima diz: não é por acaso que temos dois ouvidos e uma boca.
Incluir e praticar essas dicas no dia a dia pode aumentar a produtividade e a satisfação pessoal e atrair coisas boas para o negócio. Todo o resto, com o suor do trabalho diário, pode ser alcançado.

Escrito por Nathalia Prates

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Coaching

Muito se fala em coaching, uma palavra que está na moda do mundo dos negócios. Muito além de palavra de moda, o coaching, se for levado a sério, poderá dar um rumo na sua carreira. Falo que é preciso levar a sério, pois esse direcionamento que é dado pelo profissional só será “startado” unicamente por você. O profissional do coaching fará você se auto conhecer e a partir desse auto conhecimento é que muitas pessoas mudam a estratégia que vinham adotando até agora e buscam o algo a mais dando um up em sua carreira. Esse amadurecimento do profissional trabalhado ocorre ao longo de vários encontros, onde vamos buscar sensações positivas, medo, falhas, pontos fortes etc. Através dessas respostas encontradas irá se trabalhando com exercícios e estudos. Nessa fase são colocadas mini metas e metas a longo prazo para que junto com seu coach observem as situações e assim trabalhem os pontos encontrados. Basicamente esse trabalho contínuo irá treinar o seu cérebro para diversas situações; o nosso interior está cheio de informações, sensações boa e ruins, basta achar um jeito de trabalharmos essas memórias e o coaching irá te ajudar nisso. Mas lembre-se, o direcionamento será dado, o restante é única e exclusivame com VOCÊ.

Daniel Miranda

domingo, 1 de janeiro de 2012

Eike Batista

Bom iniciarmos o ano com um verdadeiro caso de SUCESSO
Na vida dos mega ricos não existe engarrafamento, fila, nem aeroporto lotado, nem voo atrasado. No escritório, uma parede rabiscada com projetos para multiplicar a fortuna.

Eike Batista, o homem mais rico do Brasil, tem 50 R$ bilhões. Dez zeros antes da vírgula. Você ficou impressionado com aquele carrinho de supermercado cheio de dinheiro apreendido do jogo do bicho no mês passado no Rio? Pois o dinheiro de Eike Batista daria 13 mil carrinhos daqueles - que enfileirados, coladinhos, iriam de um lado ao outro da ponte Rio-Niterói.

São necessários tantos bilhões para ser feliz? “Essas coisas já transcenderam. Não é isso. Eu me considero um criador de riqueza como um compositor compõe uma música. As minhas notas por acaso são dinheiro”, explica Eike. A sinfonia da multiplicação começou cedo - e seu símbolo, o “x”, sinal de “vezes”, está nos nomes de todas as empresas .

Nos anos 70, o garoto rico não se acanhou de vender seguros de porta em porta na Alemanha, onde fazia faculdade de engenharia. “É uma febre, você pega uma febre de querer continuar nessa independência financeira”.

E a faculdade na Europa foi trocada pela selva brasileira, em busca de ouro. “Eu tive muita sorte, porque em um ano e meio, eu cheguei a comprar US$ 60 milhões em ouro e fiquei com a margem líquida de US$ 6 milhões. Então, com 23 anos. Nada mal”, brinca Eike. Jovem, milionário e ainda ambicioso.

Veja a definição de Eike Batista do significa empreender: “Empreender nada mais é do que identificar ineficiências, falta de qualidade de produtos e fazer algo melhor. E melhor de tudo é fazer algo melhor e mais barato. Se você conseguir combinar essas duas coisas, você vai ganhar muito dinheiro”.

O empreendedor Eike investiu em pesquisa para saber o potencial de um garimpo e depois mecanizou a produção. “Agora, eu, obviamente, subestimei logística, logística na Amazônia, doenças, malária, gente mesmo. Você botar um negócio que nunca tinha sido feito antes. A mina era tão rica, que ela aguentou todos os meus desaforos. E aí tem um aprendizado. Quer dizer, encare negócios para empreender que tenham gordura, margens altas, margens de lucro potencial altas”, explica Eike.

O aprendizado com a mina foi o primeiro passo para uma visão de negócios que Eike Batista chama de 360° - e que está detalhada em um livro escrito em parceria com o jornalista Roberto D'Ávila. A ideia é que todos os aspectos do negócio precisam ser levados em conta antes de começar um empreendimento. Daí os 360°. “Eu sempre fui buscar o máximo de conhecimento possível para errar menos”, explica.

Embarcamos no jato privado de Eike – e depois no helicóptero particular – para ver um projeto que para ele exemplifica o conceito. “Nós estamos construindo o maior estaleiro das Américas no Rio”, conta. Além do estaleiro, Eike constrói um parque industrial e o maior porto do país no norte do estado. Tudo vai dar uns US$ 40 bilhões. A área das obras é tão grande que precisamos visitar de ônibus.

“Dentro do complexo, nós teremos 160 km de estradas pavimentadas”, anuncia Eike. Já em janeiro, ele garante que sua empresa vai produzir os primeiro barris de petróleo de uma companhia privada brasileira. E no segundo semestre, grandes navios devem começar a atracar no pier, que avança 3 quilômetros mar adentro.

Nem todo mundo aprecia esse gosto pela grandiosidade. Os ambientalistas, por exemplo, o acusam de ter incentivado o uso no Brasil, como fonte de energia, do carvão: o grande vilão do aquecimento global.

Alguns empresários também dizem que seus negócios são de altíssimo risco. A maior parte do dinheiro foi levantada na bolsa de valores. Ele diz que os investidores confiam nele por seu passado. “A minha história não é a história só dos últimos dez anos. É uma história de 30 anos. Até o ano 2000, eu era conhecido como o marido da Luma de Oliveira. E não pelas nove minas que eu criei do zero. Minas de ouro gigantescas, muita riqueza criada. Eu apareci como se tivesse caído do céu”, explica.

A história do casamento com a modelo Luma de Oliveira durou 13 anos. Ao lado dela, no mundo das celebridades, Eike sempre posava como coadjuvante. Do casamento, ficaram dois filhos. No escritório, fotos da família e evidências de que ele não dispensa uma ajuda do além. Só se senta de frente para a porta. De amuletos, tem dois guerreiros incas - do império do ouro - e um elefante indiano.

A superstição se estende ao 63 - número da lancha com a qual bateu o recorde mundial de velocidade. E a partir de então, o número da sorte do bilionário Eike Batista, que se admite competitivo: “Eu diria que aceito quase qualquer desafio”. Principalmente no mundo dos negócios.


Quais são as principais dicas para quem quer ser um empreendedor?
Você tem que ter disciplina, uma boa ideia e, depois da boa ideia, elaborar um plano de negócios muito detalhado.

Mas e quem não tem uma boa idéia? Pode ser empreendedor?
Pode. Eu falo muito sobre isso, é estudar a possibilidade de uma franquia. O iniciante deveria começar por aí. E daí vai ver que a pessoa vai criando novas ideias. Depois que você começa a tocar uma lojinha, seja do que for, você tem aquele aprendizado do dia a dia, que vale muito.

Outra dica do administrador Eike é delegar funções e cobrar resultados.
Eu não tenho o mínimo problema de delegar. Agora, cobro muito. É fácil você cobrar. Eu gosto muito de checar, então isso obriga todo mundo a ser transparente.

Eike faz de seus executivos sócios, com ações do grupo. E incentiva a distribuição de lucros para empregados. Isso vale também para os pequenos empresários?
Claro. Até o dono da padaria deveria pegar uns 20% lá e distribuir para os funcionários. Faz um efeito inacreditável.

E se precisar de um sócio?
Sócios você tem que eventualmente buscar aquela pessoa para te complementar, algo que você não sabe fazer. Agora, a busca desse sócio eu diria que está ligada à sorte na vida. Como casamento, não é eterno.

Seu objetivo é em bilhões, em obras. Onde é que Eike Batista quer chegar?
O objetivo é ser respeitado. Ter respeito. Da pessoa mais graduada do meu país até o mais humilde.

Respeito que ele tenta conquistar com projetos pelo Rio de Janeiro, como a despoluição da Lagoa Rodrigo de Freitas e doação de dinheiro para a pacificação das favelas.
Nós estamos contribuindo com R$ 20 milhões por ano nos próximos quatro anos para fazer tudo acontecer.

Qual é a sua maior vaidade?
Ah, eu gosto de cuidar de mim, normal. Isso começa com saúde e também aparência.

O senhor já fez plástica?
Sim, fiz a pálpebra, fiz implante de cabelo. É sofrido, dolorido, viu? Espero que em breve cheguem células-tronco para não ser tão dolorido. Eu não recomendo.

Eike já é o oitavo homem mais rico do mundo, segundo a prestigiada revista americana Forbes. E já estabeleceu prazo para ser o primeiro: “2015, 2016”. Tão rápido? “Você acha rápido? É muito tempo”.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Estabeleça metas para 2012

Praticamente todas as empresas utilizam metas para medir o desempenho de departamentos e colaboradores, independentemente do nível hierárquico e função. Ao topo da pirâmide temas mais abrangentes, estratégicos e de longo prazo. Já para a base, ações táticas e de curto prazo. Operacionalizá-las é função do corpo gerencial, localizados no meio da figura.
Apesar de simples, estabelecê-las esconde alguns segredos. Objetivos inalcançáveis, prazos exíguos, escopo amplo ou impossibilidade de medi-las podem desmotivar os colaboradores.

Aprecio a técnica SMART, a qual menciona que as metas devem ser específicas, mensuráveis, atingíveis, realistas e tangíveis, já traduzidas para o português. Vejamos.

Específicas: aumentar o market share, reduzir a inadimplência ou penetrar um novo mercado são metas interessantes, porém muito gerais. Para torná-las menos genéricas é necessário um maior nível de detalhamento. Conquistar dois pontos de market share no mercado carioca, através da penetração na classe A da zona sul , por exemplo, seria algo bem mais específico.

Mensurável: ainda na mesma linha, é necessário medir os dois pontos de market share obtidos, sejam eles em unidades físicas, monetárias ou margens de contribuição. Caso contrário, um vendedor poderia conquistá-lo oferecendo grandes descontos, comprometendo a lucratividade.

Atingível: imagine um novo entrante no setor de bebidas, cuja meta seja obter metade do mercado da Coca-Cola. Apesar de desafiadora é na prática inatingível, mesmo que pertença a um grupo com grande poderio financeiro. O feitiço neste caso virará contra o feiticeiro, arrefecendo os ânimos dos envolvidos num curto período de tempo.

Realista: algumas multinacionais têm sofrido deste mal após 2008. Com os mercados maduros em queda, executivos globais recorrem aos emergentes para cobri-los. É comum aplicar taxas de crescimento chinesas à filiais brasileiras, ao mesmo tempo em que se solicitam margens de lucro cada vez mais elevadas. São as conhecidas metas para inglês ver.

Tangíveis: aqui entra o critério tempo, em meu ponto de vista o corolário de todos os anteriores. Um prazo muito curto pode desmotivar os envolvidos pela impossibilidade de cumprimento, enquanto sua falta pode levar a acomodação. O governo brasileiro é mestre neste quesito, aplicando-os em suas duas vertentes.

Em minha experiência pude verificar que alguns gestores têm dificuldade em utilizar o critério SMART, criando metas muito amplas, fracas ou inatingíveis, as quais não contribuem para o resultado da empresa. Sugiro que comece aplicando-o ainda neste ano, revisando as metas estabelecidas. Talvez seja um bom programa aos que ficarão de castigo, nesta época de telefones mudos.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

FICA A DICA

A formação de um profissional de vendas, hoje em dia, passa necessariamente pelo conhecimento de marketing. Aquele vendedor que chegava e perguntava ao comprador: “E a crise, como vai? Vendendo bem?” foi eliminado do mercado. Nos dias de hoje, o Homem de Marketing é o que prevalece nas relações comerciais. O novo vendedor tem que adquirir as habilidades necessárias ao utilizar as ferramentas do marketing e agregálas a sua competência profissional.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Dicas de Vendas

10 dicas para aumentar as vendas

1. Organize-se para ser o melhor
Use um checklist para planejar sua atitude, aparência, reunir informações sobre o cliente, informações sobre os produtos e o ambiente de vendas, de modo que você possa ser o mais profissional em suas vendas.
2. Perceba o que está funcionando
Analise a você mesmo, seus produtos (ou serviços) e sua empresa para conhecer melhor o que está funcionado no momento. Reforce as ações e ferramentas que estão trazendo bons resultados. Aprenda com seus sucessos bem como com seus fracassos.
3. Conheça (ou crie) sua vantagem competitiva
Estude sua empresa e seus produtos em relação ao que seus concorrentes oferecem. Saiba onde e como você se sobressai, e onde sua estratégia está precisando melhorar. Esteja preparado para falar sobre essas comparações a qualquer momento.
4. Melhore suas habilidades em vender
não apenas o conhecimento sobre seus produtos. Não confie apenas no seu conhecimento sobre um produto para tornar você mais persuasivo. Refine suas habilidades em analisar seus clientes, descrever sua oferta de maneiras cativantes e em fazer perguntas e fechar propostas na hora certa.
5. Direcione sua atenção para aqueles que são seus melhores clientes em potencial
Os melhores clientes possuem um padrão. A maior parte irá se encaixar em um mesmo perfil, então preferencialmente faça sua prospecção com esse tipo de pessoas. Procurar por pessoas com necessidades, circunstâncias e interesses similares faz com que você aumente suas chances de conquistar um novo cliente.
6. Saiba antecipadamente quais perguntas fazer sabendo quais respostas você espera obter
Desenvolva uma estratégia de curiosidade. Aprenda a ser curioso sobre coisas que irão aumentar suas chances de realizar uma venda.
7. Faça uma análise de quem está no mercado
Crie um perfil do mercado ideal no qual você realiza negócios. Defina com clareza quem são seus possíveis clientes, como eles podem ser alcançados, com o que eles se preocupam, o que eles temem, o que eles lêem, quem eles admiram e muitos outros detalhes. Conheça-os bem.
8. Compreenda as pessoas e as situações
Desenvolva uma consciência das necessidades psicológicas de seus clientes bem como saiba quais são suas necessidades técnicas. Às vezes um estado emocional tem mais influência sobre a decisão de seu cliente em comprar, do que propriamente uma necessidade técnica.
9. Explore seu próprio quintal
Mais oportunidades de negócios existem ao seu redor do que você imagina. Procure entre seus amigos, vizinhos, clientes existentes, clientes do passado, colegas e concorrentes por oportunidades que outros menosprezam.
10. Peça recomendações e indicações
Conte às pessoas que você conhece como seu cliente ideal se parece. E pergunte quem elas conhecem que se encaixam nesse perfil. Então, peça para que elas o ajudem a entrar em contato com esses clientes em potencial: uma apresentação por telefone, uma carta de recomendação, um almoço, um encontro em algum café, etc.

FONTE: Miranda, Márcio